Movimento bilionário pressiona bancos a embarcar no dólar digital
Anchorage e Tether — Em painel recente na Digital Assets Conference, em Nova York, executivos das duas gigantes cripto alertaram que as stablecoins deixaram de ser nicho e avançam para virar “tubulação” padrão dos pagamentos globais.
- Em resumo: Mercado de stablecoins deve saltar de US$ 130 bi (2024) para US$ 320 bi (2026), movimentando US$ 33 tri já em 2025.
Bancos aceleram para não perder terreno no dólar tokenizado
A demanda institucional subiu após a discussão da Lei Genius e da futura Lei Clarity, marcos que devem regular stablecoins nos EUA, segundo dados compilados pela Reuters. Grandes processadoras como Western Union avaliam incorporar a tecnologia.
“Todas as instituições financeiras estão batendo à nossa porta para entender como usar stablecoins”, disse Emanuele Rossi, head de stablecoins da Anchorage.
Brasil desponta como vitrine latino-americana
De acordo com Andres Kim, líder regional da Tether, o driver número um no Brasil são as transações transfronteiriças. Já Argentina e Venezuela focam em proteção cambial, enquanto México mira remessas. Segundo o Banco Central, as remessas pessoais ao Brasil superaram US$ 4,7 bilhões em 2023, cenário que reforça a busca por meios mais baratos e instantâneos de envio de recursos.
Como isso afeta o seu bolso? Pagamentos internacionais tendem a ficar mais rápidos e com taxas menores à medida que bancos locais integram dólares digitais. Para entender outras inovações que podem mexer no seu dia a dia financeiro, acesse nossa editoria de Tecnologia Financeira.
Crédito da imagem: Divulgação / Mercado Bitcoin