Pesquisa revela disciplina de aportes mesmo com alta volatilidade
Mercado Bitcoin — Na última quarta-feira (13), a corretora divulgou levantamento que indica: a retração de 18% no preço do Bitcoin em 2024 é vista como oportunidade de compra por 61% dos investidores brasileiros, proporção que salta para 79% entre quem já opera criptoativos.
- Em resumo: maioria planeja aumentar exposição ao BTC mesmo em cenário de queda, reforçando apetite por risco.
Disciplina de aporte vira estratégia para enfrentar oscilações
Segundo o estudo, 68% dos holders de criptomoedas fazem aplicações regulares — semanais, quinzenais ou mensais — prática superior aos 56% do investidor tradicional. Esse comportamento está alinhado à lógica de “comprar na baixa” já consolidada no mercado de renda variável, apontam analistas consultados pela Reuters.
“O investidor cripto já entende o comportamento do mercado. Ele sabe que a baixa pode ser o melhor momento para entrar ou aumentar a posição”, destaca Giresse Contini, diretor de marketing do Mercado Bitcoin.
Geração Z lidera adesão, mas barreiras técnicas ainda travam novatos
O recorte etário mostra que 52% dos brasileiros entre 18 e 29 anos pretendem estrear em cripto, enquanto 44% de 30 a 49 anos compartilham o mesmo plano. A pesquisa também expõe freios: 62% citam linguagem complexa e 48% afirmam ter medo de perder dinheiro com a volatilidade.
Para contextualizar, o Bitcoin passou pelo quarto “halving” em abril de 2024, evento que tradicionalmente reduz a emissão de novas moedas e, historicamente, tende a impulsionar preços no médio prazo. Além disso, a Lei 14.478/22 estabeleceu diretrizes para provedores de ativos virtuais no Brasil, e o Banco Central promete regras prudenciais até o fim do ano, movimento que pode mitigar receios sobre segurança e aumentar a adoção.
Como isso afeta o seu bolso? Se a tendência de disciplina de compra se mantiver, a pressão de demanda pode reforçar recuperações futuras do BTC — mas a volatilidade continua alta. Para se aprofundar no tema, acesse nossa editoria de Investimentos Inteligentes.
Crédito da imagem: Divulgação / Pixabay