Investimento massivo reforça corrida por lítio, níquel e terras-raras no Brasil
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) — A instituição confirmou, na última terça-feira (12), que avalia 56 projetos de mineração de minerais críticos e pode injetar até R$ 50 bilhões entre crédito e participação direta, movimento capaz de destravar uma nova frente de receitas para fornecedores e exportadores.
- Em resumo: até R$ 50 bi em crédito para lítio, níquel, cobalto e terras-raras, pilares da transição energética.
Aposta estatal tenta preencher gargalo global de oferta
Com a eletrificação acelerando, a demanda mundial por lítio deve quadruplicar até 2030, segundo estimativa citada pela Reuters. Ao financiar produtores locais, o BNDES pretende posicionar o Brasil como fornecedor relevante em cadeias de baterias, turbinas e semicondutores.
“Estamos trabalhando com a possibilidade de chegar a R$ 50 bilhões de investimento e de crédito nesse setor”, destacou o presidente Aloizio Mercadante.
Carteira ganha fôlego além da mineração
O banco vem diversificando sua exposição, saindo de segmentos tradicionais para aportar em fertilizantes, aviação de baixa emissão e, mais recentemente, inteligência artificial. A estratégia busca diluir risco setorial enquanto sustenta projetos com alto potencial de geração de divisas.
No cenário doméstico, a expectativa é de que novos financiamentos estimulem ofertas públicas iniciais (IPOs) na B3, ampliando o acesso de investidores a empresas de mineração verde. Historicamente, cada R$ 1 liberado pelo BNDES pode alavancar até R$ 3 em capital privado, sinalizam estudos da Associação Brasileira de Desenvolvimento.
Como isso afeta o seu bolso? Um aumento de oferta tende a suavizar custos de insumos importados, com reflexo futuro nos preços de veículos elétricos e equipamentos eletrônicos. Para mais detalhes sobre investimentos estratégicos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / BNDES