Elogio de Larry Fink expõe a força do sistema de pagamentos brasileiro
BlackRock – Durante um painel em Nova York, recentemente, o CEO Larry Fink afirmou sentir “inveja” do Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil, destacando sua eficiência e adoção massiva no país.
- Em resumo: Fink vê no Pix um modelo de baixo custo capaz de remodelar receitas de bancos tradicionais em todo o mundo.
Pix vira referência global e pressiona tarifas bancárias
De acordo com dados do Banco Central, o Pix já movimentou cerca de R$ 17 trilhões desde o lançamento, consolidando-se como standard de pagamentos rápidos. A agência Reuters estima que mais de 70% da população adulta utilize o serviço, o que reduz a dependência de cartões e TEDs tarifadas.
“Tenho inveja do Pix”, afirmou Fink, sugerindo que a infraestrutura brasileira supera alternativas nos Estados Unidos pela combinação de gratuidade para pessoas físicas e liquidação em segundos.
BlackRock no radar político dos EUA — e o que isso significa para o Brasil
Enquanto elogia a inovação financeira brasileira, Fink também enfrenta questionamentos em Washington ligados a sua estratégia de investimento ESG, pauta criticada por aliados do ex-presidente Donald Trump. A BlackRock administra cerca de US$ 9 trilhões em ativos e qualquer tensão regulatória nos EUA pode influenciar alocação de capital em mercados emergentes, inclusive no Brasil.
Como isso afeta o seu bolso? A adoção global de sistemas semelhantes ao Pix tende a reduzir custos de transação, pressionar tarifas bancárias e abrir espaço para novos produtos de investimento em fintechs. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central do Brasil