Rentabilidade do BTG supera rivais e pressiona benchmark do setor
BTG Pactual (BPAC11) registrou, no primeiro trimestre de 2026, o maior lucro de sua história — R$ 4,8 bilhões — resultado que mexe imediatamente com a disputa por rentabilidade entre os bancos privados brasileiros.
- Em resumo: ROE de 26,6% põe o BTG à frente até do Itaú Unibanco.
Receitas disparam nos principais braços de negócio
A receita total alcançou R$ 9,96 bilhões, salto de 34% em 12 meses e 1% sobre o trimestre anterior, superando a média de R$ 4,58 bilhões projetada por analistas, segundo dados compilados pela Bloomberg.
Corporate Lending & Business Banking somou R$ 2,33 bilhões, enquanto Sales & Trading avançou 43%, para R$ 1,87 bilhão.
Expansão do crédito: combustível extra para 2026
O BTG iniciou o ano com a carteira de crédito em R$ 281,06 bilhões — aumento de 21,8% sobre 2025. O grosso vem das grandes empresas, segmento que subiu 22,6% no período.
Esse ritmo de concessão ocorre num ambiente em que a taxa Selic continua em ciclo de cortes graduais, conforme sinalizações do Banco Central. Com o custo do dinheiro em queda, bancos que conseguem escalar crédito corporativo costumam capturar margens mais robustas.
Como isso afeta o seu bolso? A maior competição por rentabilidade pode levar a ofertas mais agressivas de serviços e taxas para empresas e, indiretamente, para clientes de varejo. Para mais análises sobre o setor financeiro, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / BTG Pactual