Petróleo em disparada mexe com a bússola da política monetária americana
Pimco – Em entrevista recente, o diretor de investimentos Dan Ivascyn alertou que a escalada do conflito no Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz reacendem o risco de o Federal Reserve abandonar o plano de cortes e voltar a subir os juros, comprometendo o alívio financeiro que o mercado esperava para 2026.
- Em resumo: salto nos preços de energia eleva inflação e pode obrigar o Fed a retomar o aperto monetário.
Estreito de Ormuz vira ponto-chave: petróleo encarece e inflação aperta
A cada dia de tensão na principal rota de exportação do Golfo Pérsico, o barril do Brent acumula novos patamares. De acordo com dados da Bloomberg, a commodity já supera em 18% a média de janeiro. Esse choque de oferta, explica Ivascyn, dificulta a volta da inflação ao alvo de 2% perseguido pelo Fed e reforça a possibilidade de uma “alta preventiva” de juros para conter a inércia inflacionária.
“Qualquer corte agora pode sair pela culatra, empurrando os rendimentos de médio e longo prazos ainda mais para cima”, disse o CIO da Pimco.
Histórico do Fed mostra que energia cara costuma atrasar alívio
Não seria a primeira vez que o banco central americano muda rota por causa do petróleo. Em 2018, a escalada de 40% na commodity foi um dos fatores que levou o Comitê Federal a prolongar o ciclo de alta. Analistas do Goldman Sachs já projetam que os próximos cortes fiquem para dezembro de 2026 e março de 2027, caso o núcleo do PCE permaneça perto de 3%.
Como isso afeta o seu bolso? Uma nova elevação dos Fed Funds encarece o crédito global, fortalece o dólar e pode pressionar financiamentos, câmbio e até o custo de produtos importados no Brasil. Vai ajustar sua carteira antes que a maré vire? Para aprofundar o tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / InfoMoney