Propostas BIP avançam e podem mexer nas suas carteiras em breve
Google Research — Relatórios recentes reduziram a estimativa de poder necessário para quebrar a criptografia do Bitcoin, acendendo o alerta vermelho entre desenvolvedores e investidores.
- Em resumo: Endereços antigos podem ser bloqueados em etapas para conter risco quântico.
Da teoria ao código: BIP-360 e 361 ganham tração
O BIP-360 cria o formato Pay-to-Merkle-Root (P2MR), pensado para resistir à derivação de chaves públicas. Já o BIP-361 vai além e propõe vetar novos depósitos em endereços expostos, sinalizando uma migração forçada. Em documento interno citado pela Reuters, especialistas alertam que a criptografia de curva elíptica pode cair antes do previsto.
“Em uma segunda fase, assinaturas ECDSA e Schnorr deixariam de ser válidas, impedindo movimentar fundos não migrados”, diz o rascunho do BIP-361.
Por que isso pesa no bolso do investidor?
Cálculos de desenvolvedores apontam que milhões de bitcoins já exibiram suas chaves públicas em transações passadas, virando alvo prioritário de hackers quânticos. Se a rede optar pelo congelamento gradual dessas carteiras, quem demorar para migrar pode ficar temporariamente sem liquidez ou até perder acesso, dependendo da implementação.
Historicamente, mudanças de protocolo levam anos para atingir consenso — o SegWit, por exemplo, demorou quase dois. Com a ameaça quântica se aproximando, a janela para decidir é mais curta, o que aumenta a volatilidade e pode pressionar taxas de transação nos momentos de migração em massa.
Como isso afeta o seu bolso? Você estaria pronto para mover suas moedas para um endereço pós-quântico se a atualização fosse ativada amanhã? Para mais análises sobre segurança e tecnologia financeira, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Portal do Bitcoin