Alta do Brent muda projeções para dólar e balança comercial
Warren estima que, se o barril de Brent permanecer em média a US$ 100 entre maio e dezembro de 2026, o Brasil registrará um acréscimo de US$ 11,279 bilhões no fluxo cambial comercial — montante capaz de mexer na cotação do dólar e nos custos de importação.
- Em resumo: cada US$ 10 de avanço no preço do petróleo eleva o superávit cambial em até 15%.
Petróleo caro amplia superávit, mas também desafia inflação
O cálculo da corretora parte dos volumes de exportação e importação de 2025, congelando a quantidade para isolar apenas o efeito preço. Segundo dados compilados pela Reuters, o Brent já superou os US$ 90 em meio às tensões no Oriente Médio.
A diferença entre o cenário-base de US$ 70 e o de US$ 100 gera um ganho líquido de 30,6% nas contas externas, considerando volumes constantes, detalha o relatório da Warren.
Quanto vale para o investidor e para o consumidor?
Historicamente, cada US$ 1 bilhão de ingresso líquido reduz a pressão sobre o câmbio e facilita a rolagem da dívida externa. Porém, o mesmo choque de preço pode encarecer combustíveis e pressionar o IPCA, colocando o Banco Central em alerta.
Como isso afeta o seu bolso? Dólar mais fraco barateia viagens e produtos importados, mas a gasolina tende a subir com o Brent em três dígitos. Para entender outras variáveis que influenciam a moeda, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Tania Regô / Agência Brasil