Volatilidade do petróleo reacende corrida por lucros bilionários
BP e outras gigantes de energia elevam ganhos em meio ao bloqueio do Estreito de Ormuz, que restringe 20% do fluxo mundial de petróleo e pressiona preços desde o fim de fevereiro.
- Em resumo: lucros das líderes do setor mais que dobraram no 1º trimestre de 2026 graças ao trading agressivo.
Petróleo em alta: europeias lideram a festa dos lucros
Com o tráfego no estreito de Ormuz limitado, a cotação do Brent vive uma montanha-russa. BP reportou US$ 3,2 bi, Shell alcançou US$ 6,92 bi e TotalEnergies saltou para US$ 5,4 bi. O segredo? Departamentos de trading que compram baixo e vendem alto em questão de horas.
“Os altos volumes de trading beneficiaram os bancos de investimentos, particularmente o Morgan Stanley e o Goldman Sachs”, aponta a estrategista Susannah Streeter, do Wealth Club.
Bancos, defesa e renováveis seguem na esteira dos ganhos
Wall Street também engordou o caixa: os “Seis Grandes” somaram US$ 47,7 bi apenas entre janeiro e março, o segundo melhor resultado já registrado pelo grupo. No setor de defesa, BAE Systems, Lockheed Martin e Boeing exibem carteiras de pedidos recordes, enquanto fabricantes de energia limpa como NextEra Energy veem demanda disparar diante da busca por alternativas ao combustível fóssil.
Analistas lembram que o Estreito de Ormuz foi palco de tensão similar em 2019, quando drones atacaram navios petroleiros e o barril superou US$ 70. Desta vez, a interrupção total do tráfego fez a cotação encostar nos US$ 100, recriando um cenário de inflação energética global.
Como isso afeta o seu bolso? Combustíveis e fretes mais caros tendem a repassar custos para alimentos, passagens aéreas e produtos importados. Para acompanhar as próximas decisões da Opep e seus efeitos no mercado brasileiro, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Getty Images