Altos custos e oportunidades emergem na rota Pamir
Ministério dos Transportes do Tajiquistão – A Rodovia Pamir, que serpenteia pelo “Teto do Mundo” a 4.655 m de altitude, voltou ao centro do debate sobre integração regional e despesas de infraestrutura, segundo autoridades locais.
- Em resumo: altitude extrema eleva o custo de manutenção, mas cria atalho estratégico entre China, Tajiquistão e o resto da Ásia Central.
Desafio altitudinal pressiona orçamento de manutenção
A combinação de solo congelado, ventos fortes e pontes soviéticas envelhecidas exige obras frequentes. Dados compilados pela Reuters mostram que trechos de alta montanha consomem, em média, o dobro do orçamento de estradas em planícies, dada a necessidade de conter deslizamentos e repor asfalto a cada degelo.
O trecho crítico é o passo Ak-Baital, ponto máximo da rota, onde o asfalto se encontra a 4.655 metros de altitude e o ar rarefeito afeta motores e condutores.
Potencial logístico para China, Rússia e mercados do Golfo
Apesar dos riscos, a Pamir se consolida como peça alternativa à Rota da Seda Moderna, ligando corredores de transporte que partem de Xinjiang rumo ao Cáspio. Estudos do Banco Mundial indicam que acessos montanhosos, quando viáveis o ano inteiro, reduzem em até 20% o tempo de trânsito de cargas perecíveis.
Como isso afeta o seu bolso? Mais fluidez no fluxo de mercadorias tende a melhorar competitividade de exportadores da Ásia Central, influenciando preços de commodities agrícolas e minerais no mercado global. Para mais detalhes sobre infraestrutura e impacto econômico, acesse nossa editoria especializada.
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