Sinal duro do Fed eleva pressão sobre o real enquanto mercado mira a Selic
Federal Reserve (Fed) – Ao manter a taxa básica entre 3,50% e 3,75% e indicar uma pausa prolongada nos cortes, o banco central norte-americano levou o dólar à vista a fechar a R$ 5,0021 às 17h03, com alta de 0,39%.
- Em resumo: a moeda rompeu a barreira psicológica dos R$ 5,00 no mesmo dia em que o Copom se reúne para definir a Selic.
Fed joga água fria nas apostas de alívio monetário
O fortalecimento global do dólar ganhou tração depois que três diretores do FOMC votaram pela retirada do viés de queda dos juros, reforçando a leitura de política monetária mais restritiva. De acordo com dados compilados pela Reuters, a mudança aumentou a probabilidade de que os cortes só voltem a ser cogitados em 2027.
“No geral, o comunicado manteve tom inclinado para o lado hawkish, sinalizando predileção por manter condições monetárias restritivas”, avaliou a 4intelligence.
Copom decide Selic em meio a câmbio estressado
No Brasil, economistas projetam redução de 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50% ao ano. Caso se confirme, será o quarto corte consecutivo, mas o ritmo desacelerado indica prudência diante do ambiente externo adverso. Levantamento da Bloomberg Línea mostra que, desde janeiro, o dólar oscilou entre R$ 4,80 e R$ 5,10, refletindo incertezas fiscais e geopolíticas.
Para o investidor, uma Selic ainda elevada sustenta o apelo dos títulos pós-fixados, mas também encarece financiamentos corporativos, afetando lucros e dividendos. Já o câmbio mais alto pressiona preços de importados e viagens internacionais.
Como isso afeta o seu bolso? Você acredita que o Banco Central deveria acelerar os cortes na Selic? Para mais análises sobre juros e câmbio, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Blogging Guide (Unsplash)