Greg Abel assume os holofotes enquanto investidores testam a sucessão de Buffett
Berkshire Hathaway — Na conferência anual realizada no último sábado, a holding revelou lucro líquido de US$ 10,1 bilhões no 1T26, um salto de 120% sobre 2025, e apresentou caixa recorde de US$ 397 bilhões, reforçando a musculatura financeira logo na estreia de Greg Abel como CEO.
- Em resumo: novo comando inicia ciclo com lucro em alta de três dígitos e liquidez histórica, mesmo em cenário de ações pressionadas.
Volatilidade menor turbinou o balanço trimestral
O conglomerado reduziu as perdas com marcação a mercado para US$ 1,6 bilhão — 75% abaixo do ano anterior — movimento apontado como principal vetor do resultado, segundo a Reuters. A menor pressão nos ativos deu fôlego às seguradoras do grupo, tradicional caixa de ressonância de Buffett.
“Ele está fazendo tudo o que eu fazia e mais um pouco. Ele é a pessoa certa”, declarou Warren Buffett durante a conferência, referindo-se a Greg Abel.
Caixa recorde amplia poder de fogo para aquisições
Os US$ 397 bilhões em caixa superam o pico anterior, registrado em 2024, e colocam a Berkshire com liquidez equivalente ao PIB de países como Hong Kong. Historicamente, o grupo costuma guardar recursos para compras anticíclicas — estratégia que rendeu participações emblemáticas em Apple, Coca-Cola e BNSF.
Como isso afeta o seu bolso? Mais capital disponível pode se traduzir em novos negócios e, potencialmente, valorização das ações no médio prazo. Para acompanhar os próximos movimentos de Abel, acesse nossa editoria de Mercado e Ações.
Crédito da imagem: Divulgação / Berkshire Hathaway via REUTERS