Oferta sob risco reacende temor de inflação energética e freio ao crescimento
Petróleo Brent – A cotação da principal referência global avançava 1,48% por volta das 6h30 (UTC-3), alcançando US$ 112,03 o barril, em meio ao impasse diplomático entre Estados Unidos e Irã que mantém fechado o estratégico Estreito de Ormuz.
- Em resumo: Brent acima de US$ 112 e WTI a US$ 105,19 realçam prêmio de risco geopolítico.
Estrangulamento no Estreito de Ormuz eleva prêmio de risco
O alerta voltou a subir após o líder supremo iraniano reafirmar a manutenção do programa nuclear e de mísseis, travando um cessar-fogo de três semanas. A possível retomada das rotas no Golfo Pérsico virou prioridade para Washington, segundo análise da Reuters, mas a demora em liberar o fluxo ameaça 20% do petróleo marítimo mundial.
“Durante o conflito, o pico foi de US$ 119,50; antes da guerra, o Brent orbitava US$ 70”, mostram cotações compiladas pela ICE Futures Europe.
Bolsas reagem: recordes em NY e cautela na Europa
Com feriados esvaziando os pregões na Europa e Ásia, apenas Londres operou no vermelho (-0,6%). Já os futuros de Wall Street sinalizavam nova rodada de máximas depois de o S&P 500 subir 1% na véspera, turbinado pelo salto de 10% da Alphabet. O movimento contrasta com a fraqueza de indicadores: o PIB dos EUA perdeu fôlego no 1º trimestre, enquanto a inflação de março acelerou e pedidos de auxílio-desemprego recuaram.
Historicamente, cada US$ 10 de alta no Brent adiciona cerca de 0,3 ponto percentual à inflação global, segundo cálculos do Banco Mundial, pressionando bancos centrais a manter juros elevados por mais tempo e encarecendo crédito corporativo.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters