Menor desocupação em 14 anos muda o jogo para salários e consumo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – A taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua recuou para 6,1% no primeiro trimestre de 2026, a menor já registrada para o período desde o início da série, em 2012, reforçando o debate sobre renda disponível e trajetória da política monetária.
- Em resumo: 6,6 milhões ainda buscam vaga, mas a informalidade cede a 37,3% dos ocupados.
Mercado de trabalho firme desafia ciclo de juros altos
Mesmo com a Selic mantida em 14,5% pelo Banco Central, o contingente de ocupados permaneceu acima de 102 milhões de pessoas. Esse comportamento, segundo especialistas ouvidos pela Reuters, indica que a demanda por trabalhadores resiste ao encarecimento do crédito.
“A redução do contingente de trabalhadores ocorreu em atividades que, tipicamente, registram ajustes sazonais, como comércio, educação e saúde”, explicou Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE.
Informalidade cede, mas 38,1 milhões ainda trabalham sem proteção
A queda da informalidade para 37,3% – contra 38% há um ano – sugere melhora qualitativa do emprego. Historicamente, cada ponto percentual a menos nessa taxa libera poder de compra, já que trabalhadores formais contam com FGTS e acesso mais amplo a crédito. De acordo com a série do IBGE, patamares semelhantes só foram observados antes da pandemia.
Como isso afeta o seu bolso? Se a tendência de contratação formal continuar, a disputa por mão de obra pode pressionar salários nominais, atenuando parte do impacto da Selic elevada sobre o consumo. Para acompanhar os próximos indicadores e entender efeitos práticos no orçamento familiar, acesse nossa editoria de Economia e Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil