Escalada repentina amplia risco de repasse a aluguéis e serviços
Fundação Getulio Vargas (FGV) — O IGP-M avançou 2,73% em abril, salto que supera a mediana das estimativas do mercado e recoloca a inflação contratual no radar de investidores e inquilinos.
- Em resumo: aceleração veio do choque em matérias-primas, que puxou o componente ao produtor de 0,61% para 3,49%.
Commodities e geopolítica inflam custo ao produtor
O movimento forte partiu do Índice de Preços ao Produtor Amplo, sensível às cotações internacionais de petróleo e minério. A tensão no Estreito de Ormuz encareceu fretes e insumos, elevando matérias-primas brutas em quase 6%, segundo a FGV. Esse efeito foi observado também por analistas da Reuters, que destacaram o impacto sobre toda a cadeia.
“Nos preços ao produtor, o grupo de matérias-primas brutas avançou quase 6%, em decorrência do choque provocado pela guerra”, aponta Matheus Dias, economista do FGV/IBRE.
Reajustes de aluguel e contratos atrelados entram no radar
Conhecido como “inflação do aluguel”, o IGP-M serve de indexador para contratos imobiliários, seguros e tarifas públicas. Uma alta de 2,73% em apenas um mês pode resultar em repasses expressivos caso o movimento persista, lembrando que o índice é calculado pela FGV desde 1947 com peso de 60% para preços ao produtor, 30% para consumidor e 10% para construção.
Como isso afeta o seu bolso? Uma escalada prolongada encarece locações e serviços vinculados ao IGP-M. Para acompanhar os próximos desdobramentos e outras métricas de preços, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / FGV