A escalada no Golfo volta a sacudir energia, inflação e bolsas mundiais
Casa Branca – Um novo recado de Donald Trump ao governo iraniano elevou, recentemente, o barril do Brent a US$ 111,31, acendendo sinal de alerta sobre custos de energia e inflação em todo o planeta.
- Em resumo: o Brent subiu 1,9% e o WTI avançou 2,3%, ambos acima de US$ 107.
Tensão geopolítica afeta commodities e renda fixa
A ameaça de que “o tempo está correndo” para Teerã, publicada após conversa com Benjamin Netanyahu, fez traders anteciparem risco de corte no fornecimento via Estreito de Ormuz — rota por onde passa um quinto do petróleo mundial, segundo dados da Reuters. O bloqueio marítimo americano mantém quase todo o canal fechado há um mês.
“Os riscos de uma nova escalada estão aumentando”, escreveram Warren Patterson e Ewa Manthey, estrategistas de commodities do ING, destacando a ausência de avanços concretos nas negociações de paz.
Inflação, juros e ações: onde o impacto bate primeiro
Com o barril mais caro, investidores reforçam a aposta de pressões adicionais sobre os índices de preços. Nos EUA, o rendimento do Treasury de 10 anos já gira em 4,63%, bem acima dos 4% de antes do conflito. Na Ásia, o Nikkei 225 recuou 0,9%, enquanto o Hang Seng tombou 1,6%. Analistas lembram que cada variação de US$ 10 no Brent costuma adicionar 0,3 ponto percentual à inflação global no curto prazo.
Historicamente, choques de petróleo forçaram bancos centrais a apertar a política monetária, o que tende a encarecer crédito e reduzir o apetite por ações. Em 2022, por exemplo, quando o Brent ultrapassou US$ 120, o Banco da Inglaterra elevou juros quatro vezes em seis meses para conter repasse de custos.
Como isso afeta o seu bolso? Além do combustível mais caro nos postos, tarifas aéreas e fretes podem ficar mais salgadas, pressionando o orçamento doméstico. Para mais análises sobre mercados e energia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters