Guerra no Oriente Médio e incerteza fiscal empurram investidores para o câmbio
B3 – Em uma sexta-feira de forte aversão ao risco, o dólar comercial avançou para R$ 5,067, enquanto o Ibovespa caiu 0,61%, refletindo o cenário externo tenso e o aumento das dúvidas políticas no Brasil.
- Em resumo: moeda norte-americana atinge o maior patamar desde 8 de abril; bolsa perde força mesmo com suporte ocasional de Petrobras.
Juros globais e petróleo caro ampliam fuga de capital
As expectativas de que o Federal Reserve mantenha juros elevados, somadas à disparada dos rendimentos dos títulos japoneses, desencadearam desmontes de carry trade e reforçaram a procura por dólar. Já o barril do Brent avançou mais de 3% diante da escalada no Oriente Médio, segundo dados da Reuters, aprofundando o temor de inflação mundial.
“A divisa está no maior valor desde 8 de abril, quando fechou a R$ 5,10.”
Qual o reflexo das incertezas para o seu dinheiro?
Historicamente, cada alta de 1% no dólar pressiona custos de importados e pode impactar preços ao consumidor nos meses seguintes. Com a moeda acumulando 3,48% de valorização na semana, empresas intensivas em insumos externos e viagens internacionais tendem a encarecer.
No mercado acionário, a cautela predomina: a queda de 0,61% do Ibovespa soma-se à correção global liderada pelo S&P 500 (-1,23%). Investidores monitoram de perto os desdobramentos políticos locais, após novas denúncias envolvendo figuras do Congresso, que elevam o prêmio de risco para ativos brasileiros.
Como isso afeta o seu bolso? Uma taxa de câmbio acima de R$ 5 encarece produtos eletrônicos, combustíveis e pacotes turísticos, além de pressionar a inflação — fator que pode adiar cortes na Selic. Para mais análises sobre o comportamento do mercado, acesse nossa cobertura de Mercado.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil