Plataforma unificada mira varejo, grandes contas e parcerias B2B
CorpX e MT Pagamentos oficializaram recentemente a fusão que cria uma processadora capaz de liquidar mais de 15 milhões de transações Pix por dia, movimentando cerca de R$ 20 bilhões mensais — escala que coloca a nova companhia no radar dos maiores players de pagamentos do país.
- Em resumo: operação concentrará tecnologia própria e licença do Banco Central sob o controle da CorpX.
Escala operacional respaldada pelo Banco Central
Além de herdar a carteira que já gira R$ 15 bilhões/mês, a CorpX incorpora a licença de Instituição de Pagamento da MT, obtida junto ao Banco Central do Brasil, e a conexão Pix Direto. O movimento garante rota própria de liquidação, reduz intermediários e, portanto, custo por transação.
“A união com CorpX, que conta com experiência e grandes clientes, permite transformar tecnologia em escala e escala em valor financeiro”, afirmou Amanda Prado, cientista contábil que entra como acionista e diretora estatutária da nova empresa.
Concorrência acirrada e reflexos para lojistas
No curto prazo, a companhia promete endereçar quatro frentes: varejo, grandes contas Pix, subadquirência e acordos B2B. A estratégia mira exatamente o segmento que mais sente a alta de custos nos meios de pagamento. Segundo dados do Banco Central, o Pix já representa mais de 30% das transferências no país, ante 17% dois anos atrás. Quanto maior o volume, maior a economia de escala — diferencial que CorpX pretende repassar em preços menores para empresários que hoje pagam tarifas por TED, boleto ou cartão.
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