Tensões no Irã elevam preço do petróleo e ampliam aversão a risco
Casa Branca – A reunião de alto nível entre Estados Unidos e China, encerrada em 15/05, trouxe sinais de cooperação, mas nenhum pacto concreto. Poucas horas depois, o mercado voltou a mirar o Oriente Médio, e o barril Brent disparou acima de US$ 109, acendendo o alerta de inflação global.
- Em resumo: Brent sobe mais de 2% e bolsas recuam até 1,9% com temor geopolítico.
Mercados globais viram para queda após alívio passageiro
Na Europa, os principais índices registram perdas superiores a 1% enquanto os futuros de Wall Street recuam, segundo dados compilados pela Reuters. Em Tóquio e Seul, o tombo em semicondutores puxou o Nikkei 225 e o KOSPI para mínimas de seis semanas.
Xi Jinping advertiu Donald Trump que os dois países podem enfrentar “confrontos e até conflitos” se a questão de Taiwan não for “tratada adequadamente”.
Por que o salto do petróleo pesa no seu orçamento
A última vez que o Brent ultrapassou US$ 110 foi em 2022, após a invasão da Ucrânia. Desde então, cada ganho de US$ 10 na cotação adiciona cerca de 0,4 ponto percentual à inflação mundial, segundo estimativas do Banco Central Europeu. Para o Brasil, isso se traduz em maiores custos de combustíveis e pressão extra sobre a política de preços da Petrobras, além de dificultar cortes rápidos na Selic.
Como isso afeta o seu bolso? Combustíveis mais caros encarecem transporte, alimentos e serviços. Para acompanhar a repercussão nos papéis de energia e nas ações domésticas, acesse nossa editoria de Mercado e Ações.
Crédito da imagem: Divulgação / Monitor do Mercado