Mercado vê oportunidades, mas teme falta de detalhes nos “acordos fantásticos”
Casa Branca – Na manhã da última sexta-feira (15), durante coletiva às 14h30 (Brasília), Donald Trump encerrou sua viagem a Pequim proclamando “acordos fantásticos” que incluiriam a venda de 200 aeronaves da Boeing para a China, alinhamento com Xi Jinping sobre o conflito no Irã e possíveis compras de soja e petróleo norte-americanos.
- Em resumo: discurso impulsionou expectativas de exportação, mas o papel da Boeing virou para queda em Wall Street.
Boeing sente o baque imediato após o anúncio
Investidores reagiram com cautela: as ações da fabricante perderam fôlego poucos minutos após a fala do republicano, refletindo ceticismo pela ausência de contratos oficiais. De acordo com dados da Reuters, o volume de negócios com o papel duplicou no after-market, sinalizando correção de curto prazo.
“Concluímos alguns acordos comerciais fantásticos, excelentes para ambos os países”, declarou Trump ao lado de Xi nos jardins de Zhongnanhai.
Nem o governo chinês nem a Boeing comentaram imediatamente. Analistas lembram que, em 2017, anúncios semelhantes não saíram do papel, pressionando a percepção de risco.
Contexto geopolítico amplia incerteza e pode mexer no câmbio
Além da aviação, o ex-presidente mencionou possíveis compras de commodities agrícolas e energéticas. Esse pacote, se confirmado, reforçaria a balança comercial dos EUA e poderia sustentar o dólar em patamar mais baixo frente a moedas de emergentes, inclusive o real. Historicamente, acordos bilaterais firmados após visitas de Estado levam de seis a doze meses para se materializar, segundo levantamento do Banco Mundial.
Como isso afeta o seu bolso? A volatilidade em torno da Boeing e das exportadoras americanas tende a repercutir em fundos de ações globais distribuídos no Brasil. Para acompanhar os desdobramentos e identificar oportunidades, acesse nossa editoria de Mercado e Ações.
Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS