Da planilha eletrônica aos robôs de crédito: bastidores revelados
JGP Crédito — A gestora colocou jovens de 20 anos para comandar seu comitê de inteligência artificial, movimento impulsionado pelo executivo João Emilio Ribeiro Neto, neto do escritor João Guimarães Rosa, que migrou da engenharia para as finanças após perceber, já nos anos 1980, que “a tecnologia sempre vence”.
- Em resumo: ao apostar em IA, a JGP busca reduzir risco de crédito e ganhar eficiência em captação de dados.
Quando o Apple II abriu caminho para a revolução dos bancos
A primeira virada ocorreu no estágio na Shell, onde Ribeiro Neto testou um Apple II e o recém-lançado Visicalc. Décadas depois, tecnologias semelhantes sustentam a análise de grandes bases de dados que determinam preços de empréstimos. Segundo dados da Reuters, bancos que automatam scoring de crédito cortam custos operacionais em até 20%.
“A tecnologia sempre vence. Acho que a gente tem de tomar todos os cuidados, mas a tecnologia sempre vence.”
IA, risco de crédito e impacto no custo do dinheiro
Modelos preditivos treinados em históricos do Banco Central indicam que inadimplência pode cair até 3 p.p. quando algoritmos substituem análises manuais. Isso significa spreads menores, afinal, menos calote reduz a gordura embutida na taxa final cobrada do cliente comum.
Como isso afeta o seu bolso? Se a adoção de IA pela JGP se tornar padrão no mercado, o financiamento do seu próximo carro ou imóvel tende a ficar mais barato. Para acompanhar avanços parecidos no setor, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / InfoMoney