Mercado ajusta apostas com inflação externa e tensões no Oriente Médio no radar
IBGE – Às 09h00 desta quarta-feira (13), o instituto revela as vendas no varejo de março, termômetro direto do consumo interno e da receita das empresas listadas. O número sai em meio à busca do Ibovespa por fôlego depois da queda de 0,86% na última sessão, quando fechou em 180.342,33 pontos.
- Em resumo: dado de varejo, pesquisa eleitoral e balanço do Banco do Brasil podem redesenhar o humor da B3 em poucas horas.
Balanços de peso e PPI americano elevam a cautela
Além do indicador doméstico, investidores acompanham a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos Estados Unidos e o relatório mensal da Opep, contexto que mantém o petróleo acima de US$ 100 o barril, segundo cálculos da Reuters. No front corporativo, Banco do Brasil, Braskem e CSN soltam resultados após o fechamento, teste direto para expectativas de lucro em meio a pressões de custo.
“Enquanto não houver uma solução para o conflito entre Estados Unidos e Irã, com redução das tensões na região, o mercado tende a seguir sem uma direção clara”, avalia Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank.
Por que o dado de varejo importa para sua carteira?
Historicamente, cada 0,1 ponto percentual de surpresa positiva nas vendas do varejo costuma adicionar cerca de 0,05 ponto às projeções do PIB, segundo séries compiladas pela Fundação Getulio Vargas. Isso mexe diretamente no preço-alvo de companhias de consumo e também na curva de juros, já que um setor mais aquecido pressiona a inflação.
Como isso afeta o seu bolso? Se o consumo vier mais forte, papéis de varejistas tendem a reagir primeiro, mas juros futuros podem avançar e encarecer financiamentos nos meses seguintes. Para acompanhar análises diárias da B3, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / IBGE