Tensão no corredor que carrega a maior parte do petróleo exportado pelo Golfo
Irã — O governo de Teerã anunciou recentemente um novo sistema de segurança no Estreito de Ormuz e advertiu que qualquer país que cumpra as sanções impostas pelos Estados Unidos “enfrentará dificuldades” na crucial rota marítima, responsável por quase um quinto do comércio global de petróleo.
- Em resumo: a ameaça pode elevar o prêmio de risco sobre o barril de Brent e encarecer combustíveis em todo o mundo.
Risco logístico faz prêmio do barril saltar
A movimentação iraniana adiciona incerteza a uma via por onde transitam cerca de 17 milhões de barris por dia, segundo dados da Bloomberg. Qualquer interrupção, mesmo breve, costuma refletir imediatamente nos contratos futuros negociados em Londres e em Nova York.
“O Estreito de Ormuz permanecerá seguro apenas para as nações que respeitarem nossos direitos”, declarou o Ministério da Defesa iraniano, reiterando que navios de países alinhados aos EUA poderão ser revistados ou retidos.
Por que Ormuz mexe com inflação e câmbio
Historicamente, cada pico de tensão na região trouxe alta rápida no preço do petróleo: em 2019, por exemplo, o barril saltou quase 10% em apenas um dia após ataques a petroleiros. Como combustíveis pesam na inflação, um avanço prolongado tende a pressionar políticas de juros em economias emergentes, inclusive no Brasil.
Como isso afeta o seu bolso? Se o preço da gasolina subir, o custo do frete e dos alimentos também costuma acompanhar. Para acompanhar análises sobre geopolítica e preços de energia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Gazeta do Povo