Investidores correm para renda fixa antes da decisão de juros
B3 – O Ibovespa encerrou a terça-feira (28) em queda de 0,51%, aos 188.618,69 pontos, marcando a quinta sessão seguida de perdas e o patamar mais baixo desde 7 de abril, movimento que eleva a cautela na véspera da aguardada “superquarta” de política monetária.
- Em resumo: inflação persistente e Selic elevada afastam institucionais da Bolsa enquanto o mercado aguarda corte de 0,25 p.p. no Copom.
IPCA-15 alivia a manchete, mas detalhes seguem pressionados
A prévia da inflação de abril subiu menos que o consenso, mas a leitura da Reuters aponta que serviços e alimentação continuam indexados, sinalizando menor espaço para cortes agressivos de juros.
“Foi a quinta sessão consecutiva de perda, que levou o índice ao menor nível de fechamento desde 7 de abril.”
Historicamente, o IPCA-15 tem antecipado entre 60% e 70% da inflação cheia do mês, o que reforça a preocupação do Banco Central com a inércia de preços. Em 12 meses, o indicador acumula 3,85%, ainda abaixo do teto da meta, mas acima dos 3,5% projetados no Relatório Focus de janeiro.
Selic alta redireciona fluxo para renda fixa e pressiona o índice
Mesmo com entrada líquida de capital externo sustentando alta de 17,06% em 2026, investidores institucionais domésticos seguem migrando para títulos indexados à Selic de 14,75% ao ano, nível que pode cair a 14,5% se o Copom confirmar a projeção majoritária nesta quarta-feira.
No exterior, o Federal Reserve deve manter sua taxa entre 3,5% e 3,75%, reforçando o diferencial de juros favorável ao real e arrefecendo apostas em cortes mais profundos no Brasil. Entre as blue chips, Petrobras avançou até 0,72% com a recuperação do Brent, enquanto Vale recuou 1,30% em compasso de espera pelo balanço do 1T26. No quadro das extremas, Gerdau saltou 4,55% e Hapvida cedeu 8,44%.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3