Mercado monitora dados para calibrar apostas na Selic e no Fed
Banco Central do Brasil — Na semana de 11 a 15 de maio, investidores local e globalmente voltam as atenções para uma série de leituras de inflação e atividade que prometem mexer nas curvas de juros e, por tabela, nos rendimentos de aplicações de renda fixa e variável.
- Em resumo: IPCA de abril (12/05) e CPI americano do mesmo mês (12/05) concentram o risco de surpresa inflacionária.
Terça-feira tensiona as expectativas: IPCA x CPI
No Brasil, projeções de mercado apontam avanço de 0,69% para o IPCA, número que, se confirmado, indicará qual o fôlego da desinflação após os primeiros cortes de Selic. Nos Estados Unidos, a leitura do CPI pode reforçar ou atenuar a cautela do Federal Reserve antes da decisão de junho, segundo dados compilados pela Reuters.
“O mercado olhará a composição do IPCA, já que parte da pressão vem de efeitos de primeira ordem ligados ao conflito no Oriente Médio”, aponta análise do Bradesco citada no calendário.
Minutos antes da abertura da B3, a divulgação do Relatório Focus (8h25) trará eventuais revisões para a Selic, enquanto, nos EUA, o CPI sai às 9h30 (horário de Brasília). Surpresas acima do consenso tendem a alongar o ciclo de juros altos em ambas as economias.
Do varejo ao câmbio: os dados que completam o quebra-cabeça
Ainda na semana, a Pesquisa Mensal de Comércio e a de Serviços devem indicar crescimento moderado de 0,2%, sinalizando resiliência do consumo. Já a Pnad Contínua do 1º trimestre revelará se o recuo na taxa de desemprego sustenta a massa de renda real — variável-chave para o varejo.
No front cambial, o fluxo semanal do Banco Central pode explicar a recente volatilidade do real, enquanto, nos EUA, pedidos de auxílio-desemprego e vendas no varejo fecham o balanço sobre o fôlego da maior economia do mundo.
Como isso afeta o seu bolso? Caso o IPCA decepcione ou o CPI mostre inflação persistente, o custo do crédito tende a demorar mais para cair, encarecendo financiamentos e pressionando margens de empresas listadas. Para mais análises sobre política monetária e inflação, acesse nossa editoria especializada.
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