Microalgas convertem fumaça de chaminé em lucro e reduzem a conta climática
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – A nova geração de biocombustíveis feita com microalgas modificadas promete transformar o dióxido de carbono das indústrias em hidrocarbonetos de alto valor, sem brigar por terras agrícolas e com potencial para turbinar o mercado de créditos de carbono.
- Em resumo: produtividade de óleo até 30 vezes maior que a soja, com captura direta de CO2.
Produtividade 30x e corte de emissões atraem capital de risco
Dentro de fotobiorreatores fechados, as algas recebem luz, calor residual e o gás carbônico que hoje sai pelas chaminés. Segundo dados da Bloomberg, fundos globais voltados a tecnologias verdes já movimentam mais de US$ 40 bilhões ao ano, e o setor de combustível sustentável de aviação (SAF) é um dos focos.
Produtividade de óleo até 30 vezes superior por hectare em relação à soja ou palma.
Créditos de carbono e demanda de SAF no radar dos investidores
A União Europeia já precifica o carbono acima de € 80 a tonelada, enquanto grandes companhias aéreas acordaram metas de 10% de SAF até 2030. Esse pano de fundo eleva o apetite por projetos que entregam redução real de emissões e, de quebra, geram combustível drop-in compatível com a infraestrutura atual.
Como isso afeta o seu bolso? Se a tecnologia de microalgas ganhar escala, o custo do crédito de carbono pode cair e baratear fretes, passagens e até produtos exportados. Para mais detalhes sobre inovação energética e mercado financeiro, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação