Setor premium mira turistas de alta renda e pressiona tarifas para cima
Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) – O mercado de hospedagem de luxo no país voltou a surpreender recentemente com diárias que chegam a R$ 40 mil em suítes presidenciais, reforçando a escalada dos preços no turismo premium e abrindo espaço para margens maiores nos balanços dos grupos hoteleiros.
- Em resumo: oito hotéis nacionais já praticam valores entre R$ 2,8 mil e R$ 40 mil por noite nas suítes topo de linha.
Copacabana Palace puxa a fila das tarifas estratosféricas
Ícone carioca, o Belmond Copacabana Palace viu a procura por sua Signature Suite, de mais de 100 m², crescer junto com o dólar turismo. Nomes como Tivoli Mofarrej (750 m² em São Paulo) e Grand Hyatt também surfam no movimento, enquanto endereços emergentes, a exemplo do B Hotel em Brasília, aproveitam o vácuo para elevar o tíquete médio, segundo dados da Reuters sobre recuperação do setor pós-pandemia.
Com diárias que podem superar R$ 40 mil, a suíte já recebeu Paul McCartney, Tom Cruise, Madonna e Lady Gaga.
Turismo de luxo aquece investimentos e pode impactar FIIs hoteleiros
O avanço nas diárias ocorre no rastro do câmbio favorável ao estrangeiro e da expansão dos voos internacionais. A ABIH calcula que o segmento de alto padrão cresce acima de 15% ao ano, ritmo três vezes superior ao turismo de massa. Analistas lembram que redes com portfólio premium conseguem repassar custos de energia, folha e manutenção mais rapidamente, o que tende a melhorar o Ebitda e, por tabela, a atratividade de fundos imobiliários (FIIs) focados em hotelaria.
Como isso afeta o seu bolso? Mesmo que você não reserve uma suíte presidencial, a escalada dos preços no topo da pirâmide costuma se refletir no valor médio das diárias de todo o setor. Para acompanhar oportunidades e riscos do mercado hoteleiro, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Copacabana Palace