Mercado espera números de abril para calibrar apostas em juros
IBGE – Em meio à contagem regressiva para o IPCA de abril e o CPI norte-americano, investidores ajustam carteiras em modo cautela, observando dólar mais forte e juros globais em alta.
- Em resumo: Petróleo avança 3% e dólar ganha terreno, sinalizando abertura defensiva na B3.
Futuros recuam e dólar sobe antes do CPI
Os contratos futuros de Nova York operam no vermelho, acompanhados por quedas nas bolsas europeias e juros mais altos dos Treasuries, segundo levantamento da Reuters. Na Ásia, o pregão terminou misto, refletindo a espera pelos indicadores de inflação que podem redefinir as apostas sobre cortes de juros do Federal Reserve e do Banco Central brasileiro.
No mercado de commodities, o petróleo acumula alta de cerca de 3% na terceira sessão consecutiva, enquanto o minério de ferro caiu 0,98% em Dalian, fechando a US$ 119,57 por tonelada.
Alta do petróleo pressiona projeções para o IPCA
Análises preliminares indicam desaceleração do IPCA mensal, mas a taxa em 12 meses tende a encostar no teto da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional. O salto recente do barril, além de impactar combustíveis, eleva custos logísticos e pode frear o ciclo de alívio da Selic, já monitorado de perto pelo Banco Central.
Pelas ADRs negociadas em Nova York, Petrobras recua 0,58% após resultado abaixo das expectativas; ainda assim, a valorização do Brent ajuda a conter perdas maiores.
Como isso afeta o seu bolso? Um IPCA colado ao teto limita cortes de juros, mantendo financiamentos caros e afetando renda fixa e Bolsa. Para aprofundar esses impactos, acesse nossa editoria de Economia e Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Estadão