Delegação de CEOs sugere reaproximação capaz de movimentar bolsas e câmbio
Casa Branca – O governo convidou Elon Musk (Tesla) e Tim Cook (Apple) a integrarem a viagem de Estado que o presidente Donald Trump fará a Pequim entre 13 e 15 de maio, quando se encontrará com Xi Jinping. A presença dos bilionários aumenta a expectativa de contratos que podem injetar dólares frescos em multinacionais e reduzir pressões tarifárias.
- Em resumo: Techs e bancos norte-americanos tentam destravar novos volumes de exportação e compras chinesas, com efeito direto sobre ações e commodities.
Wall Street mira alívio tarifário e compras recordes
Fontes ouvidas pela Reuters apontam que o pacote pode englobar concessões em semicondutores, carros elétricos e serviços financeiros, segmentos que somam centenas de bilhões de dólares em fluxo comercial anual.
“O grupo de mais de uma dúzia de executivos de alto escalão acompanhará Trump em uma visita que o presidente americano espera que desbloqueie uma série de acordos comerciais”, destaca o informe oficial citado pela Bloomberg.
Além de Musk e Cook, nomes como David Solomon (Goldman Sachs) e Jane Fraser (Citigroup) integram a missão, sinalizando interesse no mercado bancário chinês de US$ 54 trilhões em ativos, segundo dados do Banco Popular da China.
Histórico mostra potencial de cifras na casa das centenas de bilhões
Na última visita presidencial a Pequim, em 2017, foram anunciados US$ 250 bilhões em entendimentos comerciais, embora parte não tenha saído do papel. Ainda assim, o precedente reforça a leitura de que uma nova rodada de acordos poderia aliviar incertezas globais e apoiar o yuan, que acumula desvalorização de cerca de 2 % no ano.
Como isso afeta o seu bolso? A redução de tarifas e a ampliação de compras chinesas podem baratear eletrônicos e pressionar para baixo a inflação de bens duráveis nos EUA e, por tabela, no Brasil. Para acompanhar cada avanço das negociações, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / AFP