Volume sextuplica e revela mudança no jogo das stablecoins
Polícia Federal (PF) – Dados recém-divulgados mostram que as apreensões de criptomoedas ligadas a crimes somaram R$ 71 milhões em 2025, seis vezes mais que em 2024, evidenciando o aperto na fiscalização e o impacto direto na rota do dinheiro ilícito.
- Em resumo: Recorde de R$ 71 mi reforça mira da PF em ativos digitais usados para lavagem de dinheiro.
Stablecoins viram a nova fronteira para o crime — e para os investigadores
Entre as moedas bloqueadas, o destaque recai sobre o USDT, stablecoin que já responde por 90% do volume transacionado no país. Segundo levantamento da Chainalysis, endereços ilícitos receberam US$ 154 bi em 2025, mas isso ainda representa menos de 1% de todo o fluxo global de cripto.
“As transações em stablecoins são liquidadas em segundos, o que pressiona a reação das autoridades”, alertou o delegado Vytautas Zumas, citado no relatório da PF.
Por que a cifra recorde preocupa o mercado legítimo?
O salto nas apreensões ocorre em paralelo à expansão legal do setor: o volume de stablecoins no Brasil cresceu 480 vezes desde 2019, alcançando R$ 361 bi no ano passado. Especialistas apontam que a Lei 14.478/22 – conhecida como Marco das Criptomoedas – deu base para solicitações rápidas de quebra de sigilo em exchanges, permitindo rastrear fundos antes que escapem ao exterior.
Como isso afeta o seu bolso? Maior rigor no monitoramento tende a fortalecer corretoras regulamentadas e elevar custos de transação fora do ambiente formal. Para acompanhar outras análises sobre tecnologia financeira, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Federal