Liquidez diária e aporte simbólico podem mudar sua reserva de emergência
Secretaria do Tesouro Nacional – na última segunda-feira (11), o órgão oficializou o Tesouro Reserva, título público que combina aplicação mínima de apenas R$ 1, rentabilidade atrelada à Selic e saque a qualquer momento, inclusive via PIX, mexendo diretamente com a concorrência de CDBs e até da velha poupança.
- Em resumo: aporte a partir de R$ 1 com rendimento integral na taxa básica de juros.
O que muda para quem guarda dinheiro “parado”
A taxa Selic está em 14,50% ao ano, segundo dados do Banco Central, e o novo título entrega 100% desse percentual sem sofrer a volatilidade da marcação a mercado. Na prática, o investidor já sabe quanto terá de volta, mesmo que resgate antes do vencimento de três anos.
“Quem quer rentabilidade, mas também quer segurança”, resume Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional.
Comparativo com poupança, CDBs e caixinhas digitais
Desde 2017, a caderneta de poupança rende apenas 70% da Selic mais TR quando a taxa básica está igual ou abaixo de 8,5% – regra que a deixa ainda menos competitiva em ciclos de juros elevados. Já CDBs, LCIs e LCAs pagam percentuais variáveis que hoje podem superar 110% da Selic, mas exigem prazos de carência ou aplicação mínima superior.
O novo Tesouro Reserva elimina essas barreiras: permite resgate 24/7 e aporta simbólico, replicando a experiência de fintechs sem abrir mão da garantia soberana. O custo de custódia da B3 ainda não foi divulgado; atualmente, os demais títulos do Tesouro pagam 0,20% ao ano.
Como isso afeta o seu bolso? A facilidade de investir e sacar pode tornar o Tesouro Reserva a opção padrão para a reserva de emergência. Para entender outras estratégias de renda fixa, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Ministério da Fazenda