Investidores recorrem a ouro e prata para blindar carteiras
B3 – No boletim divulgado em 18/05, a bolsa paulista informou que o volume negociado em BDRs de ETFs estrangeiros somou R$ 8,89 bilhões nos quatro primeiros meses de 2026, 11% acima do total de 2024 e equivalente a mais de 70% de todo 2025.
- Em resumo: média diária de R$ 110 milhões cresceu 124% ante 2025, com metais preciosos concentrando 45% das operações.
Metais preciosos lideram a corrida por segurança
O BIAU39, atrelado ao preço do ouro, foi o ETF mais movimentado, seguido por BSLV39 (prata) e BEEM39 (mercados emergentes). De acordo com estimativas da Bloomberg, a demanda global por ouro atingiu máxima de um ano, impulsionada pelos receios de desaceleração econômica e tensões geopolíticas.
“Percebemos o crescimento do volume movimentado em teses de diversificação e proteção por meio de ativos globais, como BDRs e BDRs de ETFs, considerados estratégicos para investidores no atual cenário global”, destacou Marcos Skistymas, diretor de Produtos Listados da B3.
Por que o salto dos BDRs de ETFs importa para 2026
Com a Selic ainda em patamares de dois dígitos e o câmbio rondando a faixa de R$ 5,00, produtos dolarizados voltam ao radar como colchão de volatilidade. Historicamente, em períodos de aperto monetário nos EUA, ativos atrelados a ouro e prata tendem a preservar capital – movimento observado em 2020 e que agora se repete.
Como isso afeta o seu bolso? A diversificação internacional reduz a exposição ao risco doméstico e preserva poder de compra em cenários de estresse cambial. Para saber como incluir BDRs de ETFs na estratégia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / B3