Tensão geopolítica e inflação recolocam criptos no centro do furacão
Federal Reserve – O mercado amanheceu em alerta depois que o Bitcoin recuou 2,2%, para US$ 76.760, movimento associado ao risco de novos aumentos de juros caso a inflação se agrave com a alta do petróleo.
- Em resumo: BTC quebra o piso psicológico de US$ 77 mil em meio à disparada do Brent para US$ 111.
Choque no petróleo amplia aversão a risco
O petróleo tipo Brent saltou para máximas de quase um ano, segundo dados da Reuters, elevando o temor de inflação persistente nos Estados Unidos. Em reação, os rendimentos dos Treasuries renovaram o topo de 12 meses, fortalecendo o dólar e pressionando todos os ativos de risco, de ações a criptomoedas.
“Os principais culpados são a alta dos rendimentos dos Treasuries, um dólar mais forte e a escalada geopolítica”, analisou Andri Fauzan Adziima, do Bitrue Research Institute.
Saídas bilionárias nos ETFs de Bitcoin
O clima defensivo atingiu também os fundos listados. Dados da SoSoValue mostram que os ETFs de Bitcoin fecharam a semana de 17 de maio com retirada líquida de US$ 1 bilhão, encerrando uma sequência de seis semanas de captações.
Historicamente, fluxos negativos desse porte tendem a ampliar a volatilidade de curto prazo. Para quem opera com prazos menores, a liquidez de derivativos pode ganhar relevância nos próximos pregões, já que os gestores institucionais migram para caixa ou títulos públicos.
Como isso afeta o seu bolso? Uma pressão mais longa sobre o preço do BTC pode contaminar outras classes de ativos digitais, afetando carteiras diversificadas. Para acompanhar cada virada desse mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Portal do Bitcoin