Futuro negativo em NY contrasta com salto do barril e reacende temor inflacionário
Federal Reserve (Fed) – Às 7h20 (horário de Brasília), os contratos futuros apontavam queda de 0,70% no Dow Jones, 0,42% no S&P 500 e 0,34% no Nasdaq, sinalizando que a Bolsa de Nova York pode engatar a segunda sessão de perdas antes da divulgação, nesta quarta-feira (20), da ata mais recente de política monetária do banco central norte-americano.
- Em resumo: tensão geopolítica mantém o petróleo acima de US$110 enquanto derruba as ações de Wall Street.
Petróleo rompe US$110 e pressiona expectativas de juros
Sem avanços nas conversas de paz entre Estados Unidos e Irã, o Brent para julho subia 0,96%, a US$110,31, e o WTI ganhava 1,26%, a US$102,29. Segundo análise do ING citada pela Bloomberg, a falta de solução para os fluxos de energia do Golfo Pérsico sustenta o rali da commodity e adiciona pressão inflacionária global.
“Parece não haver fim à vista para a interrupção dos fluxos de energia do Golfo Pérsico”, diz o relatório de Estratégia de Commodities do ING.
Com a perspectiva de custos mais altos de energia, operadores passaram a precificar manutenção dos juros em níveis elevados por mais tempo, o que costuma restringir crédito e reduzir o apetite por ativos de risco.
Treasureis avançam; dólar perde força frente a euro e libra
O rendimento da T-note de 10 anos subia para 4,606%, enquanto o T-bond de 30 anos marcava 5,132%. Para comparação, a média pré-pandemia orbitava 2% — ou seja, o custo de captação do Tesouro mais que dobrou desde 2020, restringindo margens corporativas e encarecendo o financiamento de dívidas.
Já no câmbio, o índice DXY recuava 0,10%, a 99,17 pontos, com a moeda norte-americana cedendo frente a euro e libra, mas ainda firme diante do iene. Historicamente, movimentos de enfraquecimento do dólar em ciclos de alta dos Treasuries indicam busca por diversificação fora dos EUA, principalmente em commodities como o próprio petróleo.
Como isso afeta o seu bolso? Juros mais altos e energia cara tendem a encarecer desde financiamentos de veículos até contas de luz. Para entender outras implicações desse cenário, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / NYSE