Entenda por que a nova isenção pode mexer no preço das roupas nacionais
Ministério da Fazenda – A recente decisão de zerar o imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50 recolocou em xeque a competitividade do varejo de moda brasileiro, segundo executivos da Riachuelo e de outras redes.
- Em resumo: A isenção recria vantagem de custo para plataformas como Shein, Shopee, Temu e AliExpress, pressionando margens de lojas locais.
Concorrência asiática ganha tração
Com a alíquota zerada, vestidos, camisetas e acessórios podem voltar a chegar ao Brasil até 30% mais baratos, estima a Reuters. Segundo André Farber, CEO da Riachuelo, a decisão “cria um incentivo indireto à indústria chinesa” e aprofunda o fosso tributário.
“Quem produz no Brasil paga 35% de imposto de importação, 11,25% de PIS/Cofins e toda a carga trabalhista. Sem emprego e renda, não existe consumo sustentável”, afirmou o executivo.
Empregos e produção nacional em risco
O setor têxtil brasileiro responde por cerca de 3% do PIB industrial e emprega 1,8 milhão de pessoas diretamente, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). Ao todo, 18 milhões de postos — diretos e indiretos — podem sentir o baque caso a importação dispare.
Antes da cobrança criada em 2024, o volume mensal de pacotes de baixo valor ultrapassava 18 milhões. Com o tributo, caiu para 11 milhões; agora, analistas do BTG Pactual estimam retomada para 17 milhões, puxada por logística mais ágil e subsídios ofertados pelas plataformas estrangeiras.
Como isso afeta o seu bolso? Se o varejo local perder margem, repassar preços pode virar missão impossível — especialmente para quem já sente a inflação de serviços. Para entender outras mudanças que mexem no seu poder de compra, visite nossa editoria de Economia e Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Riachuelo