Comunidade cripto mira o Congresso para garantir regras favoráveis
Banco Central do Brasil – À medida que a autarquia conclui normas infralegais para ativos virtuais, analistas alertam que o resultado das eleições de 2026 será decisivo para o ritmo da regulação e, portanto, para a segurança jurídica de quem investe ou desenvolve projetos em blockchain.
- Em resumo: Um em cada seis brasileiros já negociou cripto e esse grupo tende a pressionar deputados e senadores por regras claras.
Eleitor cripto pode desequilibrar disputa polarizada
Segundo dados da pesquisa Paradigma/Datafolha, 16% da população já teve contato com criptoativos — contingente distribuído entre esquerda, centro e direita. Para o cientista político Cláudio Couto, esse grupo “é o voto mais disputado” em cenários polarizados. Na prática, o eleitorado pró-cripto tende a apoiar agendas de liberdade financeira, mas sem amarras partidárias, abrindo espaço para candidaturas temáticas. Análise recente da Reuters confirma a crescente influência do Congresso sobre pautas econômicas, reforçando essa tendência.
“O Presidente da República está muito longe de ter o poder que teve até 2015; hoje vivemos um governo congressual”, destacou Couto no painel de lançamento da Blockchain Rio 2026.
Do marco legal à norma infralegal: o que está em jogo
O setor opera desde 2023 sob a Lei 14.478/22, mas detalhes sobre custódia, segregação de ativos e prevenção à lavagem de dinheiro ainda dependem de resoluções do BC e da CVM. Nos bastidores, a expectativa é de que as regras finais sigam a linha do MiCA europeu, exigindo capital próprio e auditoria para prestadores de serviço. Para desenvolvedores e investidores, uma composição do Congresso menos sensível à pauta de inovação pode significar atrasos ou requisitos mais onerosos.
Como isso afeta o seu bolso? Menos clareza regulatória encarece taxas, limita produtos e reduz a oferta de crédito lastreado em cripto. Vale acompanhar de perto a discussão legislativa. Para mais análises sobre evolução das fintechs e blockchain, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Blockchain Rio