Blockchain vira ferramenta de liquidez social e atrai empresas ESG
Unicef Brasil anunciou, durante o São Paulo Innovation Week, uma carteira digital lastreada em blockchain que destina automaticamente a renda passiva de um fundo cripto a iniciativas voltadas a crianças e adolescentes.
- Em resumo: rentabilidade gerada em 12 meses vira doação direta, sem intermediários, para startups sociais aceleradas pela Unicef.
Rentabilidade de cripto agora financia impacto social
O diretor de inovação Ney Neto detalhou que o modelo “doa” os juros de liquidez, permitindo que empresas com metas ESG aportem capital e, ao mesmo tempo, mantenham o principal investido. Segundo dados da Reuters, fundos temáticos sustentáveis movimentaram mais de US$ 3 bi na América Latina em 2023, o que indica apetite por estruturas que unam retorno financeiro e propósito.
“Começamos a investir em soluções baseadas em blockchain e conseguimos monitorar o retorno social desses investimentos. Hoje, aceleramos 18 startups em escala global”, destacou Felipe Gonzalez, oficial de inovação da Unicef Brasil.
Por que o mercado deve ficar de olho
Além da conversão automática de juros em doações, o criptofundo facilita auditoria em tempo real, reduz custos de compliance e amplia a transparência — fatores críticos para investidores institucionais. No cenário brasileiro, a popularização do Pix e o piloto do Drex criam terreno fértil para iniciativas que tokenizam capital e otimizam repasses.
Como isso afeta o seu bolso? A modelagem demonstra que é possível manter a carteira rendendo e, ainda assim, direcionar parte do ganho para causas sociais, abrindo uma nova frente para alocação de liquidez ociosa. Para mais detalhes sobre tecnologias financeiras que podem turbinar seu portfólio, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Unicef