Pressão geopolítica vira o jogo e sinaliza cautela para quem busca exposição cripto
CoinShares — O mais recente relatório de fluxos semanais mostrou resgates líquidos de US$ 1,07 bilhão (R$ 5,4 bilhões) em produtos de investimento em criptomoedas, rompendo uma maré de seis semanas de entradas e marcando o terceiro maior saque de 2026.
- Em resumo: tensões ligadas ao Irã detonaram a aversão ao risco e concentraram a venda em ETFs de Bitcoin listados nos EUA.
Bitcoin lidera retiradas, mas Brasil vai na contramão
Mais de 90% do montante global saiu de fundos de Bitcoin à vista negociados nos Estados Unidos, segundo a CoinShares. Já no Brasil, houve aporte líquido de US$ 1 milhão, elevando o total sob gestão local para US$ 1,32 bilhão e mantendo o país na sexta posição mundial.
“Em momentos de estresse, parte dos gestores prefere reduzir exposição direta à volatilidade de BTC e ETH, mas investidores brasileiros continuam enxergando preço de entrada atraente”, aponta o relatório.
Altcoins ganham terreno enquanto geopolítica dita o humor
Se Bitcoin perdeu US$ 981,5 milhões e Ethereum outros US$ 249,3 milhões, altcoins como XRP e Solana captaram US$ 67,6 milhões e US$ 55,1 milhões, respectivamente. O movimento reforça a rotação de portfólio: busca-se diversificação sem abandonar completamente o mercado digital.
Historicamente, picos de saída ocorrem quando indicadores de medo globais, como o índice VIX, avançam. A última onda comparável aconteceu em janeiro, após incertezas sobre a política monetária dos EUA. Desta vez, o gatilho veio do aumento das tensões no Oriente Médio e do receio de que novas sanções possam contaminar ativos de risco.
Como isso afeta o seu bolso? Volatilidade extra pode abrir janelas de compra, mas amplia o risco de curto prazo. Para acompanhar análises diárias e estratégias em mercado cripto, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / CoinShares