Remoção de CO₂ vira ativo estratégico e promete valorizar as carteiras verdes
IPCC — O mais recente relatório sobre mitigação climática aponta que a Captura Direta de Ar (DAC) está prestes a chacoalhar o mercado de créditos de carbono, criando um fluxo potencial de receitas para empresas que correm atrás do “Net Zero”.
- Em resumo: cada tonelada de CO₂ retirada do ar pode gerar créditos premium, cotados acima dos certificados florestais tradicionais.
Mercado de DAC ganha tração com apoio de governos e investidores
A Agência Internacional de Energia calcula que, para cumprir o Acordo de Paris, o mundo precisará remover até 75 Mt de CO₂ por ano até 2030 — um salto de quase 40 vezes sobre a capacidade atual. Segundo dados compilados pela Reuters, os leilões de remoção já movimentam contratos de fornecimento plurianuais, travando preços na faixa de US$ 600 por tonelada para entregas futuras.
“Sem tecnologias de emissão negativa, atingir emissões líquidas zero até 2050 é matematicamente impossível”, alerta o IPCC em seu documento de bases científicas.
Eficiência energética e geologia: o custo tende a cair
Embora a regeneração dos filtros exija muita energia térmica, plantas-piloto na Islândia utilizam vapor geotérmico, reduzindo a pegada de carbono e o preço de produção. À medida que materiais sorventes mais baratos chegam ao mercado e o volume escala, analistas veem espaço para cortes de custo de até 60% na próxima década.
Para o investidor, a equação é simples: quanto menor o custo marginal de remoção, maior a margem sobre o crédito negociado em bolsa voluntária. Países como Estados Unidos e Reino Unido já oferecem subsídios e abatimento fiscal, elevando o retorno potencial das primeiras unidades em operação.
Como isso afeta o seu bolso? A precificação de créditos high-quality impacta fundos ESG, seguradoras e até o preço de commodities exportadas pelo Brasil. Para acompanhar todas as mudanças regulatórias e oportunidades de investimento, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / IPCC