Expansão do crédito reforça caixa do banco de fomento e injeta liquidez na economia
BNDES – O banco de desenvolvimento apresentou lucro recorrente de R$ 3,1 bilhões no 1º trimestre de 2026, alta anual de 17%, sinalizando maior fôlego para novos financiamentos em meio ao ciclo de juros ainda elevados.
- Em resumo: ativos totais chegaram a R$ 995 bilhões, a poucos passos da marca histórica de R$ 1 trilhão.
Carteira volta ao patamar pré-crise e supera R$ 678 bi
Com a apropriação de juros e a integralização de debêntures, a carteira de crédito expandida atingiu R$ 678,2 bilhões, maior nível desde 2016. A retomada reflete a intensificação de aprovações, que somaram R$ 45,7 bilhões, salto de 37% em 12 meses, de acordo com dados compilados pela Reuters.
“A inadimplência acima de 90 dias ficou em apenas 0,046%, muito abaixo dos 4,33% do Sistema Financeiro Nacional”, destaca Alexandre Abreu, diretor financeiro e de mercado de capitais do BNDES.
Setores mais irrigados e impacto no investimento produtivo
Indústria (R$ 8 bi), infraestrutura (R$ 13,4 bi) e agropecuária (R$ 9,1 bi) lideraram os desembolsos – crescimentos de 67%, 51% e 40%, respectivamente. Esse movimento ocorre num momento em que o PIB brasileiro projeta expansão de 2% para 2026, segundo o Banco Central, e pode contribuir para acelerar a formação bruta de capital fixo, que ainda está 5 p.p. abaixo do pico de 2013.
Do lado do patrimônio líquido, o banco engordou quase R$ 20 bilhões, alcançando R$ 192 bilhões. O ganho inclui R$ 15,8 bilhões de ajuste a valor de mercado de ações e debêntures, reforçando o colchão de capital em meio à volatilidade global.
Como isso afeta o seu bolso? Empresas de médio e grande porte tendem a encontrar prazos mais longos e taxas subsidiadas para projetos de expansão, enquanto o investidor pode ver maior demanda por debêntures incentivadas. Quer acompanhar cada mudança de regra? Então visite nossa editoria de Economia e Política e fique à frente do mercado.
Crédito da imagem: Divulgação / BNDES