Indicadores locais e globais testam o humor dos investidores nos próximos dias
Banco Central do Brasil (BCB) – A divulgação do IBC-Br de março, considerada a prévia do PIB, abrirá a semana com estimativa de queda de 0,5%, enquanto investidores também ficam de olho na ata do Fomc que sai na quarta-feira, podendo alterar apostas para os juros norte-americanos.
- Em resumo: PIB preliminar em baixa e sinalizações do Fed podem redefinir câmbio, curva de juros e Ibovespa.
Queda do IBC-Br redefine apostas para o crescimento de 2024
A leitura mensal do indicador de atividade sai nesta segunda-feira (18) às 9h, poucas horas depois do consenso compilado pela Reuters ter indicado projeções mistas para o resultado do primeiro trimestre. O Bradesco fala em retração de 0,5% m/m, reflexo do recuo observado na pesquisa de serviços.
“O IBC-Br encerra o ciclo de números do 1º tri antes do PIB oficial e serve como termômetro imediato para ajustes nas estimativas do mercado”, pontua relatório do banco.
Ata do Fomc pode reprecificar curva global de juros
Na quarta-feira (20), o Federal Reserve publica a ata da reunião de maio. Qualquer pista sobre a trajetória dos Fed Funds tende a influenciar o diferencial de juros Brasil-EUA, fator decisivo para o fluxo cambial e para o prêmio de risco dos títulos públicos. Em 2023, documentos semelhantes provocaram movimentos de até 1,5 ponto-percentual nos contratos de DI em questão de horas.
Além disso, a agenda inclui CPI da Zona do Euro, PMIs na Europa, PIB alemão e, na sexta-feira (22), o índice de confiança da Universidade de Michigan. Esses dados compõem o pano de fundo para as decisões de alocação em ações e renda fixa ainda neste mês.
Como isso afeta o seu bolso? Variações no IBC-Br e na expectativa de juros do Fed impactam imediatamente o custo do crédito, o rendimento de aplicações pós-fixadas e o valor do dólar. Para acompanhar análises diárias sobre economia e política, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil