Tensão geopolítica reacende temores de inflação e derruba o apetite por risco
Bolsa de Nova York (NYSE) – Em sessão recente, os futuros do Dow Jones recuaram 114 pontos enquanto o barril de Brent saltou para US$ 110,67, refletindo a incerteza prolongada na guerra entre Estados Unidos e Irã e abrindo a semana com alerta vermelho para custos de energia e juros globais.
- Em resumo: Petróleo mais caro tende a alimentar inflação e atrasar eventual corte de juros pelo Fed.
Mercado reage à combinação “petróleo caro + juros altos”
O movimento de fuga para ativos considerados seguros ganhou força após os rendimentos dos Treasuries de 10 anos superarem 4,5%, patamar que pressiona o custo de capital de empresas globais e, por tabela, diminui o prêmio de risco das bolsas.
“Como um efeito dominó, o fechamento contínuo do Estreito de Ormuz manterá a pressão de alta sobre os preços do petróleo, o que provavelmente continuará a impulsionar os índices de inflação”, avaliou Sam Stovall, estrategista-chefe da CFRA, em nota aos clientes.
Por que o Brent a US$110 assusta mais do que em 2023?
Além da ameaça de interrupção no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, a cotação de referência voltou ao patamar psicologicamente crítico de três dígitos. Em 2023, o teto havia sido US$ 98, porém o ambiente atual soma estoque apertado da OPEP+, crescimento da demanda asiática e um Federal Reserve ainda longe de cortar juros – combinação que espanta investidores de renda variável.
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Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS