Carência de mão de obra pressiona empresas de energia e petróleo
Ministério do Trabalho e Emprego – A demanda urgente por serviços de acesso por corda em plataformas offshore, torres eólicas e silos industriais tem inflacionado os salários de escaladores industriais, que já chegam a R$ 12.000 para supervisores, mesmo sem expediente de escritório tradicional.
- Em resumo: escassez de profissionais qualificados eleva remuneração inicial a cerca de R$ 4.500, com adicionais de periculosidade e bônus por produtividade.
Especializações que turbinam o contracheque
Além da certificação obrigatória NR-35, cursos internacionais como o selo IRATA abrem portas em contratos globais, principalmente no setor de óleo e gás. Segundo dados compilados pela Bloomberg, a expansão de parques eólicos na costa brasileira deve dobrar a necessidade de manutenção em altura até 2027, sustentando a pressão salarial.
“Nível 3 (Supervisor) pode faturar R$ 12.000 mensais, liderando equipes e respondendo pela segurança das operações”, indica a tabela salarial do setor.
Bônus de periculosidade e impacto no orçamento das empresas
O adicional de 30% por risco previsto na legislação trabalhista, somado a diárias offshore e escalas reduzidas (14 × 14), faz o custo total de cada técnico superar a média de cargos administrativos de igual senioridade. Para o empregador, a alternativa seria erguer andaimes ou alugar guindastes, soluções até 40% mais caras, segundo estimativas da Associação Brasileira de Manutenção.
Como isso afeta o seu bolso? Se você possui formação técnica em mecânica, elétrica ou soldagem, investir cerca de R$ 4.000 em cursos de acesso por corda pode se pagar em poucos meses de trabalho. Para mais detalhes sobre oportunidades e requisitos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Monitor do Mercado