Estratégia global da gigante de bebidas afasta impacto político e preserva a oferta ao varejo brasileiro
Coca-Cola Brasil – Em nota divulgada recentemente, a companhia desmentiu rumores de que a garrafa de 2 L sairia de circulação devido a perda de poder de compra no governo Lula. A fabricante sustenta que o movimento faz parte de um redesenho mundial de embalagens, sem repercussão nos preços ou no mix local.
- Em resumo: a embalagem de 2 L segue no mercado brasileiro; o formato de 1,25 L não tem previsão de venda no país.
Ajuste global mira inflação externa, não Brasília
Em entrevista ao Wall Street Journal, repercutida pela Reuters, o executivo brasileiro Henrique Braun, novo presidente global da Coca-Cola, afirmou que embalagens menores serão testadas nos Estados Unidos para proteger volumes em meio à inflação. A iniciativa não inclui o Brasil, onde o resultado trimestral apontou alta de 3,6% nas vendas e receita de US$ 1,2 bilhão.
“A empresa não vai acabar com a Coca-Cola de 2 L. Nosso foco é oferecer um portfólio flexível, com diferentes faixas de preço e ocasiões de consumo”, destacou a filial brasileira no comunicado oficial.
Portfólio diversificado sustenta margens e amplia opções ao consumidor
No mercado nacional, seguem disponíveis mais de dez formatos, de latas de 220 mL a PETs retornáveis de 3 L. A estratégia reduz a exposição da companhia a picos de custos de matérias-primas e oferece ao varejista etiquetas de preço para vários bolsos — manobra que especialistas chamam de “pricing ladder”.
Casos recentes de shrinkflation em setores como alimentos pressionaram o Banco Central a monitorar repasses inflacionários, mas, no segmento de refrigerantes, o impacto tende a ser limitado pela concorrência intensa e pelo câmbio relativamente estável.
Como isso afeta o seu bolso? A permanência da garrafa de 2 L evita reajustes abruptos no curto prazo e mantém a referência de preço familiar nas gôndolas. Para entender como decisões de multinacionais podem mexer no seu orçamento, acompanhe nossa cobertura de Mercado e Ações.
Crédito da imagem: Divulgação / Coca-Cola