Entenda por que a reforma trabalhista voltou ao centro do debate corporativo
CLT — Em entrevista recente, o empreendedor Tallis Gomes, criador da Easy Taxi e investidor bilionário, classificou a Consolidação das Leis do Trabalho e a obrigatoriedade da escala 6×1 como “sucateadoras de competitividade”, chamando atenção para o peso da folha no caixa das companhias brasileiras.
- Em resumo: Segundo Gomes, o modelo atual encarece até 30% o custo direto da mão de obra formal.
A conta que não fecha para pequenas e médias empresas
O empresário sustenta que a soma de encargos — FGTS, 13º salário e adicionais de hora extra — faz o Brasil despontar entre os países com maior custo de contratação, segundo dados recentes do IBGE.
“A escala 6×1 obriga o empreendedor a pagar 26 dias de trabalho por mês quando a produtividade média não passa de 22. Essa diferença vira perda de margem”, afirmou Gomes durante evento fechado para investidores.
Regras antigas x nova dinâmica do trabalho digital
Analistas lembram que a CLT foi criada em 1943, quando o setor de serviços representava menos de 20% do PIB. Hoje, responde por mais de 70% e exige modelos flexíveis, como o teletrabalho e contratos intermitentes, já adotados em economias da OCDE.
Relatório do Ministério da Fazenda mostra que cada 1 ponto percentual a mais de encargos reduz em 0,3 ponto a taxa de investimento privado. Para empresas que dependem de capital intensivo, como marketplaces e fintechs, o efeito é direto no valuation e na capacidade de captar recursos.
Como isso afeta o seu bolso? Custos mais altos reduzem margens e podem encarecer preços ou limitar contratações futuras. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Gazeta do Povo