Teste em ambiente DLT mira reduzir custos e acelerar liquidação de títulos
Anbima – A entidade deu sinal verde para 20 projetos que, nos próximos seis meses, vão simular todo o ciclo de vida de debêntures e cotas de fundos em formato tokenizado, sem envolver dinheiro real ou investidores.
- Em resumo: bancos, gestoras e fintechs vão mapear gargalos e propor padrões para a adoção em larga escala.
Quem está no jogo e por que isso importa agora
Mais de 50 instituições – de Itaú a Banco do Brasil, passando por consórcios com Ripple Brasil e IBM – compõem a lista. A diversidade de players acelera a criação de referências comuns, movimento alinhado à onda global de finanças digitais que, segundo levantamento da Reuters, já movimenta bilhões em bonds tokenizados na Europa.
“A adesão do mercado reforça a relevância da iniciativa”, destacou Eric Altafim, diretor da Anbima, ao anunciar o piloto.
Impacto potencial: da mesa do investidor ao regulador
Tokenizar debêntures pode cortar etapas de liquidação de D+2 para poucos minutos, além de baratear custódia e back office. O Banco Central testa conceito semelhante no Drex, e a B3 iniciou emissões piloto em 2022, mostrando apetite institucional por registros distribuídos.
Como isso afeta o seu bolso? Menos burocracia tende a baixar custos de captação das empresas e, na outra ponta, melhorar o retorno líquido de quem aplica em renda fixa. Para acompanhar cada avanço da tokenização no país, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Anbima