Guerra no Oriente Médio encarece voos e derruba rotas globais
Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) – A entidade revelou que, em março de 2026, o bloqueio de espaço aéreo no Oriente Médio reduziu drasticamente a demanda internacional e elevou o preço do combustível de aviação, já 106,6% mais caro que há um ano.
- Em resumo: combustível recorde e queda de 60,8% na demanda do Oriente Médio mudam o custo de voar no mundo todo.
Guerra fecha espaço aéreo e puxa indicadores para baixo
Com rotas críticas fechadas, a procura por voos internacionais recuou 0,6% em comparação anual, enquanto as companhias do Oriente Médio viram a demanda despencar 60,8%, segundo levantamento também repercutido pela Reuters.
“As margens de refino cresceram 320% e o querosene continua extraordinariamente caro, pressão que já começa a ser repassada às tarifas”, alertou Willie Walsh, diretor-geral da IATA.
Brasil cresce, mas combustível vira novo vilão do bolso
Na contramão da crise, o mercado doméstico brasileiro avançou 10,8% em RPK, atrás apenas da China. Ainda assim, o fator de ocupação ficou em 83%, reforçando que as companhias nacionais conseguem vender assentos, mas gastam mais para abastecer. Historicamente, quando o Brent sobe acima de 40% no ano, as aéreas repassam até 70% desse custo aos bilhetes em até dois trimestres.
Como isso afeta o seu bolso? Se o querosene continuar nos níveis atuais, especialistas estimam passagens até 15% mais caras no inverno do Hemisfério Sul. Para mais análises sobre o setor, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS