Índice on-chain recua e revive fantasma do crash de 2022
CryptoQuant – A empresa de análise de dados alertou recentemente que a disparada de 20% do Bitcoin em abril, de US$ 66.000 para quase US$ 79.000, foi sustentada quase exclusivamente por posições alavancadas em futuros perpétuos, deixando a moeda exposta a correções abruptas.
- Em resumo: alta sem compra à vista consistente aumenta a chance de liquidações e queda acelerada de preço.
Futuros dominam o volume e distorcem o preço
A investigação identificou demanda negativa no mercado spot enquanto o interesse por contratos perpétuos se expandia, um desequilíbrio semelhante ao observado antes da virada de baixa de 2022. Conforme dados da Reuters, o Bitcoin já devolveu parte dos ganhos e opera abaixo de US$ 76.500, reforçando a fragilidade apontada.
“Sem uma mudança na demanda aparente de negativa para positiva, qualquer nova tentativa de retomar o pico de US$ 79.000 careceria da base on-chain necessária para um rompimento duradouro”, diz o relatório da CryptoQuant.
Comparação histórica e impacto no bolso do investidor
O padrão de abril replica o cenário pré-crash de 2022, quando o Bitcoin despencou cerca de 70% após meses de pressão vendedora. Naquele período, a liquidação forçada de posições alavancadas foi responsável por variações diárias superiores a 10%, provocando efeito cascata em altcoins e derivativos.
Agora, o Bull Score — indicador interno da CryptoQuant que combina métricas de fluxo de rede e sentimento de mercado — caiu de 50 para 40, retornando ao território de baixa. Historicamente, leituras abaixo de 45 sinalizam menor apetite institucional e aumento de volatilidade de curto prazo.
Como isso afeta o seu bolso? Uma correção brusca após ralis alavancados costuma atingir primeiro quem comprou no topo, ampliando perdas em carteiras de varejo. Para mais detalhes sobre estratégias de proteção, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / CryptoQuant