Mudança sinaliza ajuste na leitura do banco sobre juros e inflação
Itaú Unibanco confirmou recentemente a nomeação de Diogo Guillen, ex-diretor de Política Econômica do Banco Central, para o posto de economista-chefe a partir de 1.º de julho, logo após o período de quarentena exigido para ex-integrantes do BC.
- Em resumo: Guillen assume no lugar de Mário Mesquita, que deixa o cargo em abril e seguirá como consultor.
Por que a chegada de Guillen mexe no radar do mercado
Aos 45 anos, Guillen retorna ao banco onde atuou entre 2015 e 2021, agora com a experiência de ter participado das decisões do Comitê de Política Monetária. Para analistas, o histórico recente no Banco Central reforça a capacidade do Itaú de antecipar sinais sobre inflação e Selic.
“Guillen traz um olhar refinado sobre dinâmica de preços, crucial em um cenário de incerteza fiscal”, destacou o comunicado interno do Itaú ao anunciar a transição.
Contexto histórico e impacto no bolso do investidor
Desde 2016, quando Mesquita assumiu o posto, o time econômico do Itaú ganhou notoriedade por projeções assertivas sobre a taxa Selic e o câmbio. Com Guillen, a instituição deve reforçar esse viés analítico em meio à discussão sobre o ciclo de cortes de juros, que já reduziu a Selic de 13,75% para 10,75% nos últimos meses.
Formado pela PUC-Rio e Ph.D. em Princeton, o economista ajudou a formular o atual modelo de metas de inflação do BC. Esse conhecimento tende a calibrar os relatórios de projeções do Itaú, influenciando estratégias de renda fixa, crédito e câmbio oferecidas a clientes corporativos e pessoa física.
Como isso afeta o seu bolso? Mudanças nas projeções de Selic podem redefinir rendimentos de CDBs, Tesouro Direto e até o custo dos empréstimos. Para acompanhar análises atualizadas, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS