Roberto Paris quer acelerar a autorregulação antes que a próxima crise estoure
Anbima – Ao tomar posse na última segunda-feira (18), Roberto Paris definiu como prioridade tornar a autorregulação mais veloz para conter fraudes e falhas de transparência que possam afetar diretamente o bolso do investidor brasileiro.
- Em resumo: a associação estuda processos de supervisão mais ágeis para proteger um patrimônio que já ultrapassa R$ 12 trilhões.
Fiscalização ágil após escândalos abala-confiança
Após episódios envolvendo Banco Master e gestoras como a Reag, Paris reconhece que o ritmo de monitoramento precisa acompanhar a velocidade das plataformas digitais – hoje porta de entrada de milhões de poupadores. De acordo com dados compilados pela Reuters, o volume de investidores pessoa física dobrou em cinco anos, intensificando a exposição a produtos estruturados complexos.
“Nosso papel é identificar problemas assim que surgem e apoiar Banco Central e CVM para que ajam com eficiência”, afirmou o executivo.
Crédito privado explode e exige mais transparência
O avanço de CDBs, LCIs, LCAs, LFs e, sobretudo, de FIDCs e Fiagros elevou o crédito privado a patamares recordes. Com a taxa Selic ainda em níveis considerados altos, muitos emissores buscam investidores para se financiar fora dos bancos tradicionais, acirrando a concorrência por rentabilidade.
Historicamente, momentos de forte captação, como o pós-crise de 2016, aumentaram as emissões, mas também os riscos de assimetria de informação. Agora, a Anbima cogita “parâmetros mínimos” extras para determinados papéis a fim de alinhar risco e perfil do cliente.
Como isso afeta o seu bolso? Quanto mais claras forem as regras, menores as chances de comprar um título incompatível com a sua tolerância a perdas. Para aprofundar-se nesse tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Anbima